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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Algoritmos contra o câncer


Saúde

Oncologia


por Caroline Oliveira — publicado 20/11/2017 00h15, última modificação 17/11/2017 15h53
A plataforma de tecnologia científica Watson for Oncology sugere tratamentos para neoplasias com base em dados mundiais
Pixabay
Algoritmos
Na América Latina, junto com Porto Alegre só o México implementou o Watson for Oncology, ambos em agosto deste ano.


Até 2030, o câncer será a principal causa de morte no mundo. Estima-se que haverá 17 milhões de casos fatais da doença em um universo de 27 milhões de diagnósticos novos a cada ano. Até a data, 80 milhões de pessoas deve ter algum tipo câncer no período. Entre 2007 e 2015, o aumento do número de casos de morte por câncer foi de 13%, enquanto as mortes por doenças cardiovascularesdiminuiu na mesma porcentagem.
No entanto, o aumento dos casos de câncer é acompanhado pelo crescimento de estudos sobre o tema. São cerca de 25 milhões de artigos publicados por ano. Mais de 40% se dão nos Estados Unidos. Na América do Sul, essa taxa cai para pouco mais de 3%.
Segundo o médico oncologista Carlos Barrios, diretor do Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, um médico que queira se manter atualizado em relação a todas as pesquisas sobre câncer do mundo, deve ler 25 horas por dia. “É impossível um médico se manter atualizado”.
Nesse sentido, em 2012, a International Business Machines (IBM), uma empresa norte-americana de informática, começou a desenvolver uma plataforma de tecnologia científica em nuvem com dados científicos sobre câncer ao redor do mundo chamado Watson for Oncology (WFO). O sistema foi inicialmente habilitado pelo centro de oncologia Memorial Sloan Kettering Center (MSK), de Nova York, e já possui mais de 15 milhões de pesquisas.
Além do processamento dos estudos, a plataforma também é capaz de ler a linguagem natural, ou seja, o diagnóstico dos pacientes oncológicos com as informações estruturadas ou não, imagens, sons e áudios, codificando todas as referências em dados. Por meio de algoritmos, o Watson for Oncology sugere tratamentos específicos para cada paciente.
Segundo o oncologista Matheus Ferla, responsável pela implementação da plataforma do Hospital Mãe de Deus, o único no Brasil, o sistema é muito mais do que um banco de dados. “Ele entende a linguagem natural, se adapta e aprende”, afirma. Ferla acredita que no futuro do Watson for Oncology será uma ferramenta democratizada e usada no cotidiano em diversos países.
Além de trazer recomendações de tratamentos, a plataforma também identifica os tratamentos não recomendáveis de acordo com os dados detalhados de cada paciente. Todos os tratamentos acompanham uma extensa biografia para a consulta do médico.
É o que o médico oncologista, Stephen Stefani, chama de medicina de precisão ou personalizada. Na América Latina, além de Porto Alegre, só o México implementou o Watson for Oncology, ambos em agosto deste ano.
Segundo Stefani, além de trazer mais benefícios do que toxicidade no tratamento de câncer, com o paciente a par do sistema, a relação entre este e o médico se torna mais horizontalizada. “A questão também é dar mais poder de decisão ao paciente, o que ele prefere?”.
De acordo com Barrios, a principal causa desse crescimento do número de casos de câncer é idade. Há algumas décadas, uma pessoa certamente teria grandes chances de morrer em decorrência de doenças cardiovasculares ao chegar aos 50 anos.
Hoje, a mudança demográfica a partir do envelhecimento da sociedade trará do câncer como a maior causa de mortes. Assim como será com as doenças neurológicas, explica Barrios.
O Brasil tem mais de 20 milhões de idosos. Em 2060, serão mais de 58 milhões, cerca de 26% da população total, segundo o IBGE. “Para termos uma ideia, existem estudos apontando que a pessoa de 150 anos já nasceu”. Nesse sentido, Barrios acredita que “se deve reconhecer o câncer como um problema global e pensar estratégias adaptáveis ao contexto de cada região”.
f: CartaCapital
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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Sindicato dos Médicos do Rio defende saúde pública



A luta contra a privatização da saúde e o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS), promovidos por Temer, seu ministro da Saúde, Ricardo Barros, e os banqueiros, avança no Rio de Janeiro. Reunidos no dia 18 de setembro em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado, o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SINMEDRJ), o Sindicato dos Enfermeiros, o Conselho Nacional de Saúde, a Frente em Defesa dos Hospitais e Institutos Federais e o Movimento Nenhum Serviço de Saúde a Menos, dentre outros, repudiaram a atual política para a saúde pública.
“Lutamos contra a política genocida dos governos federal, estadual e municipal que visa à destruição da saúde pública através da PEC 55 e da nova Política Nacional de Atenção Básica (Pnab). Estão promovendo o desmonte dos hospitais e institutos federais, do Hospital Universitário Pedro Ernesto e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o fechamento das Clínicas da Família, além de não pagarem os salários dos profissionais das equipes de Saúde da Família e de Saúde Mental. A defesa do SUS e da saúde com financiamento público terá êxito. Fora Temer! Fora Pezão! Fora Crivella!”
O congelamento dos investimentos federais por 20 anos e o incentivo a novos planos de saúde “populares” desassistem ainda mais o povo pobre e os trabalhadores, tornando as filas de espera para exames, consultas com especialistas e procedimentos mais longas e mortíferas.
A nova Pnab cria Equipes de Atenção Básica (EAB) com até três profissionais por categoria, entre médico, enfermeiro e/ou técnico e auxiliar de enfermagem, para trabalharem 40 horas semanais. Como garantir a longitudinalidade do cuidado aos pacientes com uma equipe fragmentada? Tem mais: a Pnab não garante um número mínimo de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) por equipe de Saúde da Família (ESF) e de Atenção Básica e estende as atribuições do ACS ao agente de combate às endemias, dificultando ainda mais o acesso da população e a eficácia no combate à dengue, chikungunya, febre amarela e outras arboviroses, já tão conhecidas pelo nosso povo.
Infelizmente as atrocidades não param por aí! A Saúde Bucal está comprometida nessa Pnab, pois não há, como anteriormente, um número máximo de equipes de Saúde da Família ou Atenção Básica. O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) é colocado como Núcleo Ampliado de SF e Nasf-AB, o que o transforma em ambulatório, pois é impossível pensar a lógica do apoio e do matriciamento para equipes que não sejam de Saúde da Família, uma vez que elas não possuem conhecimento/adstrição de território, nem reunião de equipe em que as ações são planejadas.
Vários atos serão realizados pelos trabalhadores e a população, exigindo a retirada da PEC 55, aplicação dos 12% para a saúde garantidos na Constituição Federal, fim do contingenciamento das verbas da saúde no Município do Rio de Janeiro, pagamento dos salários e concurso para contratação de novos profissionais nas esferas federal, estadual e municipal.
Nayá Puertas, secretária de Relações Sindicais do SINMEDRJ e militante do MLC
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Carta de Marx a Stuart

Carta de Marx a Stuart

Sobre a natureza do Estado


por César Príncipe
Marx e John Stuart Mill.JSM, [1] delineaste um compromisso histórico entre a liberdade individual, as demandas públicas e de género e o despotismo-martelo caldeu. A validação do desenho de bom governo ficou dependente das expectativas e práticas da classe dominante e carece de aval de assalariados e desempregados e da massa informe de desclassificados, bem como de pequenos burgueses aliciáveis com apanha-migalhas-cabo de prata. Nesta complexa teia e tensa correlação-competição, a burguesia não pode dilatar e disfarçar infinita e indefinidamente os seus interesses e os seus procedimentos e as suas alianças (nacionais, regionais, intercontinentais). Seja pela ditadura de classe, seja pela democracia de classe. O Estado burguês, não obstante o recurso à concentração da violência e ao manejo da psicologia social, é intrinsecamente precário como a eterna nobreza que a fraterna burguesia apeou, guilhotinou, desapossou ou desposou em segundas e terceiras núpcias. Elizabeth II simboliza a consanguinidade e a conjugalidade da nobiliarquia-burguesia com pretensões perenes: cinge a coroa desde 1953. E almeja manter (pelo menos até 2020) as AFD. [2] Como Chefe da Igreja Anglicana terá concertado a data com o Criador do Céu e da Terra e dos Windsor. Deus é uma excepção e abre excepções. O reinado médio da rainha das abelhas é de 2-3 anos. E o himenóptero justifica o trono com folhas de serviços e mapas de produção: exerce o governo da colmeia e põe 2.000 ovos por dia. Quantos contrapõe a Apídea da Commonwealth? JSM, gostaria que abordasses estas pertinências ou impertinências com a ponderada Harriet. [3] Em século e meio (provavelmente) já fizeram o balanço da abolição da escravatura (processo inacabado), da crise dos anos trinta (recidivante), das duas guerras mundiais rem grossos volumes e da terceira em fascículos, das campanhas de alfabetização e qualificação do tecnocapitalismo, das mundializações fabris, tecnológicas e informatacionais, da descolonização e do neocolonialismo, da dissolução do campo socializador europeu e do predomínio do capital financeiro sobre a iniciativa industrial, mercantil, agrária e piscatória e – questão fulcral da manutenção do Poder a qualquer custo – da prevalência da manu militari e da justiça unilateral-extraterritorial sobre a perseverança negociadora e a equanimidade das nações. Além deste intróito, aproveito para vos expor a tese sobre a OEBFD. [4] Espero que tenham empreendido a transição do liberalismo utilitarista-oitocentista para o socialismo de quinta geração-século XXI. Bastará reparar na retórica fraudulenta e no rasto sanguinário e rapinário do neoliberalismo (séc. XX-XXI) para se constatar onde desaguaram os virtuosos ou desvirtuados arquétipos do liberalismo (séc. XIX). Haja autocrítica, temeridade, militância e constância: a civilização, mesmo com atraso e muitas vítimas e muitas vacilações e muitas deserções e muitas decepções, vai desbravando caminho. O capitalismo arranja mil problemas por cada cem que resolve. Nos 150 anos da edição do primeiro volume de Das Kapital, [5] decidi reabrir um debate: Marx – de profundis. [6] Saudações do proletariado e do proletarianet. (Correspondência Highgate - Avignon). [7] 

A Organização do Estado Burguês de Fachada Democrática está expressivamente plasmada no modelo anglo-saxónico: dois partidos em união de facto e casas separadas emulam-se e alternam-se. Nas quebras de sufrágio, o par poderá interpactar-se segundo o fraternal incesto ou recorrer a próteses-suportes de ocasião. A regra, porém, é a dança de cadeiras a duo. A editora CPR [8] encarrega-se do LUB. [9] Os co-autores e co-editores também partilham passarelas e paramentários. Um pronto-a-vestir à saison:ganga coçada ou rota e camisa desabotoada nos protestos sociais, sindicais e estudantis e fraque engomado e botas cardadas nas cerimónias de posse e na repressão dos protestantes. Sempre que termine o turno de governance , o primeiro partido da Situação assume as vestes e as poses de maior partido da Oposição. Modula o solfejo. Reaviva a paleta. Recupera ou renova slogans. É sobremaneira tocante a faceta humanista: o escritório opositor passa a preocupar-se com o produto das suas fábricas: milhões de enjeitados, injustiçados, ludibriados. As sessões de choro visam adular as vítimas e acomodar o descontentamento em tendas de promessas e albergues de mendicidade. Embora nenhuma destas Companhias de Teatro Partidário seja da Oposição Real, os comparsas ocupam e desocupam a boca de cena e os bastidores, oferecendo a cenoura e brandindo o chicote, usurpando gramáticas, administrando o Espaço Cívico, dificultando as migrações através da desqualificação das forças alternativas e de um continuum de barreiras à recepção do seu discurso. O duopólio dispõe de financiadores-investidores, assessorias inteligentes e orquestração mediática. O refrão mais repetido é o da equivalência duopartidocracia-democracia. Os disc-jockeys tamborilam e cantarolam: É a democracia a funcionar. Obviamente: é a concepção mais barata de governo do povo. A democracia de largo espectro pressupõe quatro imperativos: política soberana e de maioria social, economia estratégica pública, serviços de saúde e educação universais, acesso generalizado às valências culturais e lúdicas. A burguesia, quando não consegue estabelecer um regime de portas blindadas, abre a portaria da alternância. E um dos desmentidos do bipartidarismo/multipartidarismo como condição democrática (fundacional e irrenunciável) é o derrubamento de presidentes e governos eleitos sempre que as forças mais sistémicas perdem o volante do voto. Exemplos: Portugal (1926), Espanha (1936), Irão (1953), Paquistão (1953), Guatemala (1954), República Democrática do Congo (1960), Turquia (1960/1971/1980/1997), Birmânia (1962), Dominicana (1963), Brasil (1964/2016), Indonésia (1965), Grécia (1967), Chile (1973), Argentina (1976), Haiti (1991/2004), Argélia (1992), Venezuela (2002), Honduras (2009), Paraguai (2012), Egipto (2013), Tailândia (2014), Ucrânia (2014). Estes golpes têm um padrão: são preferentemente executados pelas oligarquias autóctones e legalizados pelos tutores internacionais. O telemaquinador, supervisor e certificador mais experimentado é o Polícia do Mundo. Todo o mundo sabe quem é. Pela amostragem, o apego da burguesia à liberdade e às suas estátuas traduz-se em boas notícias para as empresas de lágrimas de crocodilo: milhões de mortos, milhões de refugiados e exilados, dezenas de milhares de presos, torturados e desaparecidos.

Matéria recomendável para o novo ano escolar: o que medularmente distingue um modelo capitalista real de um modelo socialista real não é o quadro monopartidário ou bipartidário ou multipartidário (mas) o directório constitucional de classe. Na ex-República Democrática Alemã (1949-1989), a representação camaral, além de incluir elementos das organizações de massas e das elites, congregava parlamentares de quatro partidos: Partido Socialista Unificado da Alemanha, Partido Liberal Democrático da Alemanha, Partido Nacional Democrático da Alemanha, Partido Democrático Camponês da Alemanha. Na Polónia, também vigorou um Estado Socialista (1945-1989) e coexistiram três partidos: Partido Operário Unificado Polaco, Partido Democrático, Partido Camponês. Em Cuba, o actual chefe de Estado, interpelado, numa entrevista televisiva, quanto ao monopartidarismo vigente (escrutinado por métodos circunscricionais e basistas), retorquiu: Ficariam satisfeitos se optássemos por uma democracia à americana, o Partido de Fidel e o Partido de Raúl? [10] A OEBFD finge que exorciza e neutraliza a luta de classes por meio de agentes duplos e trucagens e convoca-nos para que escutemos os seus carros de som, agitemos as suas bandeiras e soltemos os seus balões. E assim (sem violência aparatosa e categórica) conquistam tempo e espaço para os seus relógios e mapas de poder. E o que nos mostram as LMH? [11] Auditadas as contas do planeta, apuraremos um saldo positivo do centenário de Outubro (1917-2017). Incentivador e insuficiente. À espera de autocrítica sem tabus e de valor funcional acrescentado, na medida em que demonstrou desvios práticos e défices de guarda-avançada. Também frequentemente pecou por falta de previsão e pragmatismo na arquitectura do Plano e gestão do Orçamento, da modernização do mercado de consumo export e interno. As derrapagens dos custos do complexo militar e do internacionalismo a fundo perdido foram duas causas de quebra estrutural no redireccionamento de meios.

Voltemos, porém, ao campo de prisioneiros da fórmula burguesa. Apesar de abalos telúricos de baixa intensidade, socorrendo-se da corrupção metodicamente organizada, da política-espectáculo e das miragens da sociedade da abundância, a burguesia vai mitigando a fome aos olhos (através de ementas de campanha), enquanto o estômago se queixa do PUB, [12] servido pelas ECC. [13] Os mal-nutridos permanecem dependentes do alimentador sistémico, dos Refeitórios de Adictos. Normalmente os enfastiados perdem-se nas instalações sanitárias da alternância ou vagueiam por grupúsculos coléricos ou engrossam a mole dos vencidos do sofá. A junção destes factores faz com que (em estados-estandartes desta espécie de democracia) a soma das deserções e dos votos nulos oscile entre os 40% - 50%. Há cases de 60%. Os teóricos mediatizados e os bufões parlamentares sublinham a necessidade e a premência de combater a abstenção,mas rezam em privado para que milhões de inscritos se mantenham desmotivados: se não votam em nós, que não votem contra nós. Muitos eleitos sobrevivem graças aos que desistem de exercer o direito de voto.

Prezado JSM, o expediente electivo burguês dá sinais de cansaço? Tem-se progressivamente esvaziado como expressão e medida da vontade nacional ? Os cenógrafos e guionistas sentem patentes embaraços na montagem das narrativas? As roupagens e os figurinos começam a não caber nos roupeiros? Os cabides poderão sugerir o design das forcas? É um facto. O capitalismo desconfia de todos os competidores e de todos os vassalos. Entrou na fase do emir decrépito perante o harém. Não deixa, mesmo assim, de exibir mão cada vez mais dura e pénis cada vez mais mole: supõe-se triunfante ab absurdo e anuncia o Fim das Ideologias e o Fim da História. Faz a apologia da cartucheira, do eunucado e da cegueira. Corta a raiz ao pensamento. Ignora a antítese. Fossiliza a síntese. Proclamitifica-se. Não se equacionando a extinção da humanidade, talvez ande a confundir o nosso fim com o fim da sua história. E terá indicadores ambientais. Os cisnes cantam mais do que o habitual.

Nesta conjuntura, adianto uma sentença do Segundo Manifesto Marx-Engels (em ultimação): FOI ABOLIDA A PENA CAPITAL EM MUITOS PAÍSES. FALTA ABOLIR A PENA DO CAPITAL EM TODOS OS PAÍSES. [14] Missão ciclópica. A burguesia perde combates e recupera posições (políticas, culturais, sociais, económicas, militares, territoriais). Reendurece a musculatura. Refina o know-how cleptocrático, securitário e propagangster. A classe burguesa e os seus factótons regem-se por uma máxima do Manifesto Capitalista Roths-Adams: RIQUEZA MÁXIMA PARA A MINORIA. MISÉRIA MÁXIMA PARA A MAIORIA. [15] Assim é. Assim tenderá a ser. Mesmo quando a governança recorre à caixa de socorros externos: ligação às máquinas FMI, desemprego pandémico, sangrias emigratórias e suas divisas-receitas, sucessivas transfusões de empréstimos-abutres, reescalonamento de dívidas para o doente amortizar as intervenções cirúrgicas e sempre que se impõe a criatividade, contas maquilhadas por assessores da batota. Teríamos dezenas de cases para ilustrar o intervencionismo. Centremos a atenção num país paradigmático: Grécia – a cartada dos coronéis de 1967 e o esquerdismo confusionista de 2015. Duas cartoladas com o mesmo objectivo: debitar ao povo a crise do sistema capitalista. Centremos o olhar num país contra-hegemónico: Cuba – tem sofrido invasões militares, incursões terroristas, centenas de tentativas de assassínio do Comandante, dezenas de anos de bloqueio para mostrar que o socialismo é um projecto falhado. Decepção imperial: o modelo cubano, pesem as nefastas dificuldades do estrangulamento, sobreviveu ao mais longo assédio da História Moderna.[16] E só em regime socialista (mobilizador de todos os recursos físicos e psicológicos) poderia ter resistido e subsistido.

Caros JSM, HTM,
Subscrevei o Apelo de Highgate: Mortos de Todo o Mundo, Uni-vos!
[1] John Stuart Mill (1806-1873). Filósofo, economista, activista cultural e de causas de género.
[2] AFD/Altas Funções Decorativas.
[3] Harriet Taylor Mill (1807-1858). Mulher de JSM. Companheira intelectual e de intervenção na res publica. HTM cooperou reconhecidamente em trabalhos de JSM: Economia Política (1848), Sobre a Liberdade (1859), A Sujeição das Mulheres (1869). Produção autónoma e biobibliografia: The Complete Works of Harriet Stuart Mill,Jo Ellen Jacobs, Indiana University Press, 1998.
[4] OEBFD/Organização do Estado Burguês de Fachada Democrática.
[5] Das Kapital / Kritik der politischen Ockonomie, I volume, Karl Marx, Verlag von Otto Meisner, Hamburg, 14/09/1867. Calendário dos quatro volumes: 1867, 1885, 1894, 1905.
[6] De profundis /das profundezas do abismo ( Ofício de Defuntos / Salmos , 129,1).
[7] Highgate. Distrito londrino que dá o nome ao cemitério-última trincheira de Karl Marx (1818-1883). Stuart Mill e a esposa jazem em Avignon.
[8] CPR/Câmara Par do Reino.
[9] LUB/Livro Único Bicolor.
[10] O Partido Comunista de Cuba teve refundação multipartidária. As forças que mais directamente participaram na Revolução (1959) enveredaram por um processus unitarizante: 1961-ORI/Organizações Revolucionárias Integradas (Movimiento 26 de Julho, Partido Popular Socialista e Directório Revolucionário);1962-PURSC/Partido Unido da Revolução Socialista Cubana;1965-PCC/Partido Comunista de Cuba. O PCC, como força autónoma, foi instituído em 1924.
[11] LMH/Longas Marchas da História.
[12] PUB/Prato Único Burguês.
[13] ECC/Empresas de Catering Corporativo.
[14] Primeiro: Manifest der Kommunistischen Partei /Manifesto do Partido Comunista, Karl Marx, Fredrich Engels, London, 21/02/1848.
[15] A divisa adoptada, em 1848, pela Grande Revolução Burguesa, parecia outra: Liberté, Égalité, Fraternité.Mas este amour à française revelava, acima de tudo, uma aproximação musical às vítimas da opressão, da desigualdade, da desumanidade, face aos levantamentos sociais da época (com o proletariado industrial a adquirir-acumular músculo de classe). La burgeoisie oferece-se para enquadrar (na sua trindade laica) o operariado e os desvalidos em geral. Dirige-se ao coração dos seus miserables . Promete-lhes os seios da República. Comuna de Paris, nunca mais! O Manifesto de Marx e Engels tem a mesma data. Alerte Rouge. 
[16] Assembleia Geral das Nações Unidas (01/11/2017). Aprovada por 191 estados-membros mais uma resolução (apresentada por Cuba) contra o bloqueio económico, comercial e financeiro, em vigor desde 1959 e com custos acumulados a caminho de 1.000 milhões de dólares. E quantos países votaram ao lado do bloqueador de Cuba? Israel, o bloqueador de Gaza. Dois Estados (democráticos) ignoram o resto do Mundo. Para que servem as maiorias, mesmo absolutas, mesmo esmagadoras, perante a arbitrariedade e a impunidade de algumas minorias? 191-2. Jogo claro. Resultado concludente. Os EUA, isolados e despeitados, respondem aos 191: agravam as sanções e as interdições e sabotam o incipiente processo de normalização diplomática. 


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Resumo da Síria: a batalha Idlib chega à vista

16 de novembro de 2017

Houve poucos movimentos significativos durante as últimas semanas. A guerra contra a Síria corre lentamente para o seu fim. A luta política continua como sempre. O secretário de Defesa dos EUA, Mattis, fez um curioso anúncio de planos que ele não pode cumprir.

Situação geral em 3 de novembro - maior
Nosso último resumo da Síria analisou a situação em torno da última área de refúgio do Estado islâmico perto da fronteira sírio-iraquiana:
As cidades gêmeas de Abu Kamal (al-Bukamal) na Síria e al-Qaim no Iraque são o último refúgio urbano da ISIS. As cidades estão no sítio sul do Eufrates com o importante cruzamento fronteiriço entre eles. Vindo das tropas do governo iraquiano do leste retomaram o cruzamento de al-Qaim hoje. Eles agora controlam a fronteira e estão entrando na cidade propriamente dita. As forças do governo sírio se aproximam de Abu Kamal do noroeste e do sudeste. 
...
As forças de procuração dos EUA ao norte do Eufrates anunciaram que haviam tomado vários campos de petróleo ao norte do rio e também estavam progredindo em direção a Abu Kamal. O governo sírio e seus aliados temem que os EUA [esteja tentando tomar] Abu Kamal em si. Poderia então reivindicar ter controle sobre a passagem da fronteira para o Iraque e grave essa importante linha de comunicação. Uma corrida é para prevenir isso.

Situação em 10 de novembro - Abu Kamal está no canto inferior direito do mapa - maior
Durante alguns dias, pareceu que as forças do governo sírio ganharam facilmente a corrida. Através do Iraque, as tropas se mudaram para Abu Kamal e a encontraram vazias. Eles declararam prematuramente vitória, mas foram enganados. O ISIS usou túneis para se deslocar sem ser detectado em posições bem preparadas e atacou-os pela parte traseira. As forças sírias foram maltratadas e tiveram de recuar.
Desde então, mais tropas chegaram e agora estão prontas para lançar um ataque total. Vindo da Rússia bombardeiros de longo alcance atingem as posições do ISIS . Os EUA estão tentando tornar esse apoio mais difícil ao reivindicar um "corredor aéreo" sobre a cidade:
Postado por b às 12:48 PM | Comentários (12)

Lua do Alabama

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Clinton, Assange e a guerra à verdade


por John Pilger
Em 16 de Outubro a Australian Broadcasting Corporation (ABC) divulgou uma entrevista com Hillary Clinton: uma das muitas destinadas a promover o seu livro-de-ajuste-de-contas sobre o porquê de não ter sido eleita Presidente dos EUA.

Folhear o livro da Clinton, What Happened(O que aconteceu), é uma experiência desagradável, como uma dor de barriga. Calúnias e lágrimas. Ameaças e inimigos. "Eles" (os eleitores) foram objecto de uma lavagem ao cérebro e foram arrebanhados contra ela pelo odioso Donald Trump com a cumplicidade de eslavos sinistros enviados da grande treva conhecida como Rússia, apoiados por um "niilista" australiano, Julian Assange.

Em The New York Times foi publicada uma notável fotografia de uma jornalista a consolar Clinton, que acabara de entrevistar. A líder perdedora era, acima de tudo, "absolutamente feminista". Os milhares de vidas de mulheres que esta "feminista" destruiu quando no governo – Líbia, Síria, Honduras – eram irrelevantes.

Na revista New York, Rebecca Traister escreveu que Clinton finalmente exprimia "alguma legítima indignação". Até lhe era difícil sorrir: "tão difícil que os músculos da cara lhe doíam". Certamente, concluía, "se atribuíssemos aos ressentimentos das mulheres o mesmo destaque que concedemos aos rancores dos homens, a América seria forçada considerar que todas estas mulheres iradas poderão ter algo a dizer".

Patacoadas deste tipo, trivializando a luta das mulheres, vêm marcando as hagiografias mediáticas de Hillary Clinton. O seu extremismo político e o seu belicismo não têm importância. O seu problema, escreveu Traisler, foi "as pessoas terem-se fixado em seu prejuízo nas histórias dos correios electrónicos". Ou seja, terem-se fixado na verdade.

Os emails divulgados do director de campanha de Clinton, John Podesta, revelaram uma ligação directa entre Clinton e o apoio e financiamento do jihadismo organizado e do Estado Islâmico (ISIS). A fonte principal do terrorismo islâmico, a Arábia Saudita, desempenhou um papel central na sua carreira.

Um email de 2014, enviado por Clinton a Podesta pouco depois de ela ter deixado o cargo de secretária de Estado, revela que o Estado Islâmico é financiado pelos governos da Arábia Saudita e do Qatar. Clinton aceitou vultosos donativos de ambos governos para a Fundação Clinton.

Como secretária de Estado aprovou a maior venda mundial de armas aos seus benfeitores, no valor de mais de $80 mil milhões. Graças a ela as vendas de armas dos EUA em todo o mundo – a serem usadas em países agredidos como o Iémen – duplicaram.

Isto foi revelado pela WikiLeaks e publicado por The New York Times. Ninguém duvida que os correios electrónicos são autênticos. A campanha subsequente para denegrir WikiLeaks e o seu editor em chefe, Julian Assange, como "agentes da Rússia" ampliou-se até uma espectacular fantasia conhecida como "Russiagate". Diz-se que o enredo teria a assinatura do próprio Vladimir Putin. Não existe a mínima prova.

A entrevista do ABC Australia à Clinton é um exemplo notável de difamação e censura por omissão. Diria mesmo que é modelar nesse aspecto.

"Ninguém", diz Clinton à entrevistadora, Sarah Ferguson, "poderia ter deixado de se comover perante a dor que a sua face exprimia naquele momento [da tomada de posse de Trump] … recorda-se de quão visceral foi para si?".

Tendo estabelecido o sofrimento visceral de Clinton, Ferguson pergunta acerca do "papel da Rússia".

Clinton: Penso que a Rússia afectou as percepções e as opiniões de milhões de eleitores, sabemo-lo agora. Penso que a intenção deles, vinda do próprio topo com Putin, era prejudicar-me e ajudar Trump.

Ferguson: Em que medida isso era uma vingança pessoal de Vladimir Putin contra si?

Clinton: … Quero dizer que ele quer desestabilizar a democracia. Quer minar os EUA, quer perseguir a Aliança Atlântica e nós consideramos a Austrália como uma espécie…uma extensão disso….

A verdade é o oposto. São as forças armadas ocidentais que se estão a concentrar na fronteira russa pela primeira vez desde a Revolução Russa, há 100 anos.

Ferguson: Quanto [Julian Assange] a prejudicou pessoalmente?

Clinton: Bem, eu tive uma grande história com ele porque quando era secretária de Estado a WikiLeaks publicou uma quantidade de informação sensível do nosso Departamento de Estado e do nosso Departamento de Defesa.

O que Clinton não diz – e a sua entrevistadora não lhe lembra – é que em 2010 a WikiLeaks revelou que a secretária de Estado Hillary Clinton havia ordenado uma campanha secreta dos serviços de informações visando dirigentes da ONU, incluindo o secretário-geral Ban Ki-moon e os representantes permanentes da China, Rússia, França e Grã-Bretanha no Conselho de Segurança. Uma directiva classificada, assinada por Clinton, foi enviada a diplomatas dos EUA em Julho de 2009, solicitando detalhes técnicos forenses sobre os sistemas de comunicações utilizados pelos funcionários de topo da ONU, incluindo palavras-passe e chaves pessoais de codificação utilizados em redes privadas e comerciais.

Ficou conhecido como Cablegate. Era espionagem fora da lei.

Clinton: Ele [Assange] é muito claramente um instrumento dos serviços de informações russos. E fez aquilo que lhe pediram.

Nem Clinton apresentou qualquer prova que fundamentasse esta grave acusação, nem Ferguson a contestou.

Clinton: Não se vê informação negativa e prejudicial acerca do Kremlin a ser filtrada em WikiLeaks. Não se vê nada disso publicado.

Isto é falso. A WikiLeaks já publicou uma volumosa quantidade de documentos sobre a Rússia – mais de 800 mil, na sua maioria críticos, muitos dos quais utilizados em livros e processos judiciais.

Clinton: Portanto penso que Assange se tornou uma espécie de niilista oportunista que serve um ditador.

Ferguson: Muita gente, incluindo na Austrália, pensa que Assange é um mártir da liberdade de opinião e da liberdade de informação. Como é que o descreveria? Acabou de o descrever como niilista.

Clinton: Sim, e também como um instrumento. Quero dizer que ele é um instrumento dos serviços de informações russos. E se ele é tanto um mártir da liberdade de opinião, porque é que WikiLeaks nunca publica nada que saia da Rússia?

Ferguson, de novo, nada disse para contestar isto ou para a corrigir.

Clinton: Houve uma operação concertada entre a WikiLeaks e a Rússia e muito provavelmente pessoas nos EUA no sentido de instrumentalizar essa informação, de inventar histórias… de ajudar Trump.

Ferguson: Agora, juntamente com essas histórias insólitas, havia informação revelada sobre a Fundação Clinton que pelo menos no espírito de alguns eleitores pareceu associá-la a…

Clinton: Sim, mas era falso!

Ferguson: … tráfico de informações …

Clinton: Era falso! Era totalmente falso!….

Ferguson: Compreende quão difícil era para alguns eleitores entender os volumes de dinheiro que a Fundação [Clinton] estava a receber, a confusão com a consultoria que estava também a obter fundos, a receber ofertas e viagens e outras coisas para Bill Clinton, a ponto de a própria Chelsea estar também a ter alguns problemas com isso?…

Clinton: Olhe Sarah, desculpe, quer dizer, eu conheço os factos…

A entrevistadora da ABC louvou Clinton como "o ícone da sua geração". Não lhe perguntou nada acerca das enormes somas que ela arrecadou da Wall Street, tais como os US$675 mil que recebeu por uma conferência no Goldman Sachs, um dos bancos no centro do crash de 2008. A ganância de Clinton perturbou profundamente o tipo de eleitores que ela insultou como "deploráveis".

À procura claramente de uma manchete fácil para a imprensa australiana, Ferguson perguntou-lhe se Trump "representava um perigo claro actual para a Austrália", e obteve a resposta previsível.

Esta famosa jornalista não fez qualquer menção ao "perigo claro e actual" que Clinton representou para o povo do Irão, a quem uma vez ameaçou de "obliterar totalmente", nem aos 40 mil líbios que morreram no ataque à Líbia em 2011 por ela orquestrado. Ruborizada de excitação, a secretária de Estado rejubilou-se com a morte horrenda do líder líbio, coronel Khadafi.

"A Líbia era a guerra de Hillary Clinton", disse Julian Assange numa entrevista filmada comigo no ano passado. "Barack Obama inicialmente opôs-se a ela. Quem a defendia? Hillary Clinton. Está documentado em toda a extensão dos seus emails…há mais de 1.700 mensagens, de um total de 33 mil que publicámos, só sobre a Líbia. Não se trata de a Líbia ter petróleo barato. Ela concebia a remoção de Khadafi e o derrube do Estado líbio como algo que utilizaria na corrida às eleições presidenciais.

"Já em 2011 havia um documento interno chamado o Líbia Tick Tock que foi produzido para Hillary Clinton. É a descrição cronológica de como ela era a figura central na destruição do Estado líbio, a qual resultou em cerca de 40 mil mortos no interior da Líbia, na entrada dos jihadistas e do ISIS no país, levando à crise europeia de refugiados e migrantes.

"Não só havia pessoas a fugirem da Líbia, a fugirem da Síria, a desestabilização de outros países africanos em consequência do fluxo de armamentos, como também o próprio Estado líbio deixara de estar em condições de controlar o movimento de pessoas através dele.

Isto – não o sofrimento "visceral" de Clinton por perder para Trump nem o resto das patacoadas em defesa própria na sua entrevista com a ABC – é que era a história. Clinton partilha a responsabilidade pela desestabilização maciça do Médio Oriente que conduziu à morte, ao sofrimento e à fuga de milhares de mulheres, homens e crianças.

Ferguson não disse nem uma palavra acerca disto. Clinton difamou repetidamente Assange, o qual nem foi defendido nem lhe foi oferecida a possibilidade de responder na cadeia de comunicações pública do seu país.

Num tweet enviado de Londres, Assange citou o Código de Práticas da própria ABC que diz: "Quando forem feitas alegações sobre uma pessoa ou uma organização, devem ser realizados os esforços razoáveis na circunstância para proporcionar uma justa oportunidade de resposta".

Na sequência da transmissão da ABC, a produtora executiva de Ferguson, Sally Neighbour, re-tweetou o seguinte: "Assange is Putin's bitch. We all know it!" ("Assange é a gaja de Putin. Todos nós sabemos disso!")

O insulto, depois apagado, até foi utilizado como link para a entrevista da ABC intitulada:Assange is Putins (sic) b****. We all know it! 

Ao longo dos anos, desde que conheci Julian Assange, tenho testemunhado a insultuosa campanha pessoal procurando detê-lo e deter a WikiLeaks. Tem sido um ataque frontal aos denunciantes, à liberdade de opinião e ao jornalismo livre, todos os quais estão agora sob ataque constante de governos e dos controladores corporativos da Internet.

Os primeiros ataques partiram do Guardian que, tal como um amante rejeitado, se voltou contra a acossada fonte que antes utilizara, depois de ter lucrado amplamente com as revelações de WikiLeaks. Sem que nem um centavo fosse para Assange ou para a WikiLeaks, o livro do Guardian levou a um lucrativo negócio com um filme de Hollywood. Nele Assange era retratado como "frio e indiferente" e uma "personalidade perturbada".

Foi como se um ciumento desesperado se recusasse a aceitar que os seus feitos estivessem em contraste agudo com o que faziam os seus detractores nos media "de referência". É como observar os guardiões do status quo, indiferentes aos tempos, debatem-se para silenciar a dissidência real e impedir que surja novamente a esperança.

Actualmente Assange continua como refugiado político do sombrio estado fazedor de guerras do qual Donald Trump é a caricatura e Hillary Clinton a corporização. A sua resistência e coragem é assombrosa. Ao contrário dele, os que o atormentam são covardes. 
20/Outubro/2017

O original encontra-se em johnpilger.com/articles/clinton-assange-and-the-war-on-truth 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
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