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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

João Pedro Teixeira, das Ligas Camponesas, é inscrito no livro dos Heróis da Pátria




Camponesas, é inscrito no livro dos Heróis da Pátria
















No último dia 08 de janeiro, foi publicada a lei n° 13.598, que inscreve o nome de João Pedro Teixeira no Livro dos Heróis da Pátria. A homenagem foi uma iniciativa do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), que também é membro da Direção Nacional do MST.
João Pedro Teixeira era uma das principais lideranças das Ligas Camponesas na Paraíba e foi assassinado com três tiros numa emboscada planejada pelos latifundiários, no dia 02 de abril 1962, quando voltada da Capital João Pessoa para Sapé, sua cidade de origem.
“É uma grande vitória dos movimentos sociais de luta pela terra. Ao inscrever o nome de João Pedro Teixeira no Livro dos Heróis da Pátria, fica consignada a nossa homenagem, a homenagem do MST e de todos os trabalhadores do campo brasileiro aos verdadeiros heróis do Brasil”, afirmou o deputado Valmir Assunção.
O Livro dos Heróis da Pátria também é conhecido como “Livro de Aço”, referência ao material em que é confeccionado. Ele está exposto no Panteão da Pátria, em Brasília, e homenageia brasileiros que tenham oferecido a vida à Pátria. Entre os nomes já inscritos no livro estão o de Tiradentes e Zumbi dos Palmares.
Da Redação
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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

"Eu, neocon" – a política externa do imperador Trump

"Eu, neocon" – a política externa do imperador Trump


por Wayne Madsen [*]
Claudius, imperador de Roma, 41-54 DC.Poucos observadores acreditam que o secretário de Estado Rex Tillerson sobreviverá como o mais neutralizado secretário de Estado dos EUA desde os tempos em que o secretário de segurança nacional de Richard Nixon, Henry Kissinger, tomava as decisões sobre política externa do desapontado secretário de Estado William Rogers. Ao invés de liderar como presidente constitucionalmente mandatado, Donald Trump sob muitos aspectos emulou o imperador romano Claudius.

O título deste artigo a parafraseia o romance Eu, Claudius , de Robert Graves, publicado em 1934. Tal como Trump, Claudius entrou na política numa época tardia da vida – embora, no caso de Claudius, se tornasse o co-consul do seu irmão, o tirânico imperador Calígula, aos 46 anos. Trump entrou na política presidencial dos EUA vindo do mundo do imobiliário, dos casinos e do entretenimento, no fim de 60 anos de vida. Claudius, tal como Trump, passou a maior parte do tempo da sua vida pré-política atolado em jogos de azar e de caça a mulheres. Claudius teve quatro esposas, Trump três. Claudius, como Trump, era fã ávido de desportos violentos. Claudius gostava de duelos até à morte de gladiadores e de corridas de bigas, Trump de lutas livre e de box "profissional".

Trump, tal como Claudius, não possui um intelecto agudo. Contudo, ambos aceitam perigosas aventuras militares. Claudius invadiu e anexou a Grã-Bretanha no século I DC. Embora inicialmente triunfante, a extensão do domínio romano às ilhas britânicas acabou finalmente por estender excessivamente o império, o que acabaria por levar ao seu colapso. Trump, apesar de pretender evitar os conflitos de "mudança de regime" encorajados pelos seus dois antecessores imediatos – George W. Bush e Barack Obama – abraçou-os de todo o coração depois de sucumbir à influência de conselheiros políticos neo-conservadores.

Claudius finalmente caiu vítima dos desígnios políticos da sua quarta esposa, Agripina, a qual se acredita ter engendrado uma trama para envenenar o imperador. Após a morte de Claudius, Agripina teve êxito em colocar no trono o seu filho, Nero. Na morte de Claudius acabam-se as semelhanças com Trump, apesar de as guerras intestinas da Casa Branca de Trump equivalerem a qualquer outra intriga palaciana ao longo da história.

Trump segue o conselho de uma cabala perigosa que estabeleceu em torno de si próprio. Sobre questões do Médio Oriente e das relações com nações muçulmanas, a cabala de Trump possui uma toxicidade nunca vista anteriormente numa administração dos EUA. Esta cabala gira em torno da troika de Jared Kushner, genro de Trump com muitas responsabilidades; Jason Greenblatt, antigo chefe dos conselheiros legais da Trump Organization e agora Assistente do Presidente e Representante Especial para Negociações Internacionais; e David Friedman, antes do escritório de advogados de Trump, Kasowitz, Benson, Torres & Friedman e agora embaixador dos EUA em Israel. Eles, juntamente com Trump, conseguiram reverter 70 anos de política estado-unidense para o Médio Oriente ao assegurar o reconhecimento pelos EUA de Jerusalém como capital de Israel. A decisão quanto a Jerusalém também implicará a mudança da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para uma propriedade em Jerusalém originalmente tomada pelos israelenses aos seus proprietários palestinos.

A decisão sobre Jerusalém envia uma drástica advertência a muçulmanos de todo o mundo, que encaram a cidade como a terceira mais santa do Islão, depois de Meca e Medina. Ela também lança um desafio às igrejas Católica Romana, Ortodoxas Orientais e Copta, assim como ao protestantismo, todos os quais encaram Jerusalém não só como a mais respeitada cidade da cristandade como também uma zona internacional que deve ficar sob controle conjunto israelense-palestino ou sob um regime como o das passadas cidades-estado internacional, Tanger, Dantizg e Triste por exemplo. Ao premiar Israel com o reconhecimento dos EUA, a acção de Trump deu uma bofetada na cara dos cristãos de Jerusalém que foram forçados a enfrentar centenas de odiosos ataques judeu a cristãos, tais como as palavras garatujadas em hebreu, "Morte aos gentios cristãos, os inimigos de Israel" e "Cristãos para o inferno", pintadas no Mosteiro Beneditino na Cidade Velha de Jerusalém, o sítio reverenciado da Última Ceia de Jesus. O governo israelense não tomou medidas para descobrir e punir os perpetradores destes ataques anti-gentios por judeus traficantes de ódio.

Trump também deixou de lado as promessas de campanha de evitar mergulhar os Estados Unidos nos derrubes de "mudança de regime" no exterior da era George W. Bush e Barack Obama. Tão logo estalaram protestos económicos no Irão, Trump adoptou a barragens da propaganda israelense tuitando o seu apoio ao fim do "regime brutal" daquele país. Isto aconteceu depois de ele ter dito que queria sucatear acordo nuclear P5+1 com o Irão, algo a que era instado pelo primeiro-ministro de Israel Benjamim Netanyahu. É quase certo que o director da CIA de Trump, Mike Pompeo, um cristão sionista do mesmo molde de oráculos evangélicos como John Hagee, Pat Robertson, Paula White, Robert Jeffress e Jerry Falwell Jr, tenha ordenado a activos da CIA no Irão e na sua periferia para entrarem em acção contra o governo iraniano ao primeiro sinal de descontentamento popular quanto ao estado da economia iraniana.

No princípio de 2018 Trump não perdeu tempo em entrar numa tempestade de tweets contra o Irão assim como em criticar o Paquistão, a única nação muçulmana armada com o nuclear. Trump ordenou que os US$255 milhões da assistência estado-unidense ao Paquistão fossem suspensos, acusando do país de proporcionar abrigo seguro a terroristas islâmicos activos no Afeganistão. Não é coincidência que Trump tenha atacado verbalmente os dois maiores países muçulmanos, Irão e Paquistão, depois de ter assegurado a destruição do quadro estabelecido dos dois estados palestino-israelense, com o seu reconhecimento do controle israelense permanente sobre Jerusalém.

A denúncia de Trump do Paquistão ilustra a influência da sua embaixadora nas Nações Unidas, Nikki Halley, uma híbrida cristã-sikh, cujos país procedem da Índia, sobre a política externa de Trump a favor da-Índia e contra Paquistão. O posicionamento neo-conservador de Halley também garantiu que Trump aprovasse o envio de equipamento militar letal para a Ucrânia, em contravenção à actual plataforma de política externa do Partido Republicano, defendida pela campanha de Trump durante a convenção republicana de 2016 em Cleveland, que se opunha a isso.

O ministro dos Estrangeiros do Paquistão, Khawaja Asif, respondeu ao ataque de raiva tuitado por Trump declarando que "Ele [Trump] tuitou contra nós [Paquistão] e Irão para o seu consumo interno". Mas não foi simplesmente para o consumo interno genérico de Trump. A retórica anti-Irão/Paquistão de Trump, vindo longo após a sua decisão sobre Jerusalén, destinava-se a agradar sionistas como o magnata dos casinos Sheldon Adelson, bem como ao seu trio de conselheiros ultra-sionistas – Kushner, Greenblatt e Friedman. Também foi um ataque covarde aos conspiracionistas de extrema-direita, constituídos principalmente por Steve Bannon, Alex Jones e Mike Cernovich, para aplacar a sua xenofobia anti-muçulmana. Não ocorreu a estes conspiradores, acólitos à margem de Trump, que tal como George W. Bush e Barack Obama, Trumpo adoptara as mesmas políticas de mudança de regime preparadas pelo guru dos protestos da CIA, Gene Sharp, e pelo mentor de revoluções George Soros. Jones, por exemplo, outrora opôs-se a Soros e às suas revoluções. Mas agora, Jones e outros da sua laia aplaudem loucamente movimentos de Trump para derrubar governos utilizando as tácticas de Sharp e Soros.

Estas operações não estão a ser executadas só no Irão, mas também nas Honduras, onde a administração Trump apoiou o corrupto contrabandista de drogas e fascista presidente em exercício, Juan Orlando Hernandez, também conhecido como "JOH", contra o candidato da oposição salvadorenha Salvador Nasralla na eleição de 26 de Novembro de 2017. A Organização dos Estados Americanos, normalmente um carimbo para os Estados Unidos, criticou a vitória reclamada por Hernandez como resultando de fraude maciça. O antigo presidente Manuel Zelaya, derrubado em 2009 num golpe da CIA aprovado por Obama e pela secretária de Estado Hillary Clinton, anunciou que 2018 será o ano em que JOH será apeado do poder e a democracia restaurada. Contudo, Zelaya, Nasralla e outros líderes da oposição enfrentarão a bota da "não mudança de regime" da política externa de Trump de interferência aberta nos assuntos de outros países.

Inversamente, a administração Trump declarou guerra económica e política total à Venezuela, sujeitando seus líderes e cidadãos a proibições de vistos dos EUA e sanções económicas desgastantes. Trata-se das mesmas tácticas empregues pelos neocons das administrações Bush e Obama contra o governo socialista chavista na Venezuela.

Ao contrário de Claudius, Trump não tem uma forte Guarda Pretoriana para assegurar a sua sobrevivência final. Trump criou mais inimigos do que amigos dentro do establishment do Partido Republicano, sem mencionar no Federal Bureau of Investigation, na CIA e nos serviços militares. Neste momento, candidatos presidenciais republicanos já estão a planear desafiar Trump na nomeação presidencial em 2020. Estes esforços ganharão pleno vapor após a eleição intercalar de 2018 que poderia ver o Congresso voltar ao controle do Partido Democrata.

No final das contas, tal como Claudius, Trump sofre de desordens neuro-psiquiátricas que o levam a empenhar-se em obsessões e compulsões socialmente inadequadas. Quando as políticas neocon de Trump alcançarem os seus desejados resultados, os neocons descartarão Trump como um velho cavalo estúpido e promoverão alguma nova ferramenta insípida para executarem suas políticas. Entre Nikki Haley, o vice-presidente Mike Pence e o senador republicano de Arkansas Tom Cotton. 
04/Janeiro/2018

[*] Jornalista.

O original encontra-se em www.strategic-culture.org/... 


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

domingo, 14 de janeiro de 2018

Operação Lava Jato e seus métodos estão em xeque





Operação Lava Jato e seus métodos estão em xeque

Juíza do DF decreta penhora do triplex do Guarujá

Nunca estive entre os aficionados dos métodos utilizados pela chamada Operação Lava Jato e nem me incluo entre aqueles que acreditam que a corrupção no Brasil será exterminada via ações midiáticas que muitas vezes resvalam nos direitos básicos garantidos pela Constituição Federal Brasileira.
Um dos maiores riscos que temos com a consumação dos métodos pelo Ministério Público Federal, especialmente em Curitiba e em colaboração direta com o juiz Sérgio Moro, é de que além de não se alcançar níveis mínimos de diminuição na corrupção, também se chegue a um descrédito das instâncias da justiça.  O problema disso é que seríamos lançados num vale-tudo maior do que aquele que já vivemos, especialmente se o cidadão provém das classes mais pobres da população.
Como não estou entre um eleitor potencial do ex-presidente Lula (e nem votei em Dilma Rousseff nas duas vezes em que ela foi eleita presidente do Brasil), sinto-me à vontade para dizer que o caso do ex-presidente parece ser um dos mais emblemáticos da forma despudorada e desnivelada com que a Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro têm operado em Curitiba. É que o ex-presidente Lula foi condenado a nove anos de prisão pela suposta propriedade oculta de um apartamento na cidade de Guarujá, o famoso triplex da OAS Empreendimentos.
Pois bem, o caso é tão frágil que nem precisaria que a juíza Luciana Correa Torres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal tivesse tomado uma decisão que joga na lama a sentença do ex-presidente Lula para deixar isso mais claro. Mas o caso é que a juíza Luciana Correa Torres de Oliveira acaba de incluir o famoso triplex numa lista de bens penhorados numa ação movida por empresários brasilienses contra a OAS![1]
Registro do Tríplex em nome da OAS, no cartório de Guarujá São Paulo
Com essa decisão em mãos é muito provável que a equipe de advogados do ex-presidente Lula marche até o seu julgamento em 2a. instância e peça o arquivamento sumário do processo em que ele foi condenado. Se isso acontecer e o pedido tiver que ser aceito pela , é certo que a principal perdedora será a justiça brasileira que se apressou em condenar Lula com provas para lá de frágeis.
E não esqueçamos que no “track record” do juiz Sérgio Moro já repousam outros casos em que os condenados nunca viram o interior de uma cela por causa de erros processuais, sendo o caso do Banestado o mais notório [2].
Por essas e outras que penso que o combate à corrupção é uma daquelas bandeiras que só servem para distrair os pobres, enquanto os ricos realizam tratativas para retirar direitos e acumular ainda mais riquezas.

[1] https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/336759/Triplex-que-Lava-Jato-atribuiu-a-Lula-%C3%A9-penhorado-a-credor-da-OAS.htm
[2] https://jornalggn.com.br/noticia/o-que-diferencia-o-caso-banestado-da-operacao-lava-jato



sábado, 13 de janeiro de 2018

Primeiras galáxias do universo giravam como a Via Láctea

Primeiras galáxias do universo giravam como a Via Láctea

Impressão de artista da rotação de uma galáxia no Universo jovem.
Crédito: Instituto de Astronomia, Amanda Smith

Os astrónomos olharam para trás no tempo, para uma época pouco depois do Big Bang, e descobriram gás turbulento em algumas das primeiras galáxias que se formaram no Universo. Estes "recém-nascidos" - observados como eram há quase 13 mil milhões de anos - giravam como um redemoinho, de modo semelhante à nossa própria Via Láctea.

Uma equipe internacional liderada por Renske Smit do Instituto Kavli de Cosmologia da Universidade de Cambridge usou o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para abrir uma nova janela no Universo distante e identificou galáxias normais de formação estelar num estágio muito inicial da história cósmica. Os resultados foram divulgados na revista Nature e foram apresentados na 231.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana.

A luz de objetos distantes leva tempo até alcançar a Terra, de modo que a observação de objetos a milhares de milhões de anos-luz permite-nos olhar para trás no tempo e observar diretamente a formação as galáxias mais antigas. No entanto, naquela época o Universo estava repleto de uma "neblina" obscura de hidrogénio neutro, o que torna difícil ver a formação das primeiras galáxias com telescópios óticos.

Smit e colegas usaram o ALMA para observar duas pequenas galáxias recém-nascidas, como existiam apenas 800 milhões de anos após o Big Bang. Ao analisarem a "impressão digital" espectral da radiação infravermelha distante recolhida pelo ALMA, foram capazes de estabelecer a distância às galáxias e, pela primeira vez, ver o movimento interno do gás que alimentou o seu crescimento.

"Até à construção do ALMA, nunca tínhamos conseguido ver a formação de galáxias em tão grande detalhe e nunca tínhamos sido capazes de medir o movimento do gás em galáxias tão cedo na história do Universo," afirma o coautor Stefano Carniani, do Laboratório Cavendish e do Instituto Kavli de Cosmologia, ambos de Cambridge.

Os cientistas descobriram que o gás nestas galáxias recém-nascidas rodava e girava num movimento parecido com o de um redemoinho, um movimento semelhante ao da nossa própria Galáxia e de outras galáxias mais maduras muito mais tarde na história do Universo. Apesar do seu tamanho relativamente pequeno - cerca de cinco vezes mais pequenas que a Via Láctea - estas galáxias formavam estrelas a um ritmo maior do que outras galáxias jovens, mas os investigadores ficaram surpresos ao descobrir que as galáxias não eram tão caóticas quanto o esperado.

"No início do Universo, a gravidade fez com que o gás fluísse rapidamente para as galáxias, agitando-as e formando muitas estrelas novas - as violentas explosões de supernova dessas estrelas também tornaram o gás turbulento," comenta Smit. "Nós esperávamos que as galáxias jovens fossem uma 'bagunça' dinâmica, devido aos estragos provocados pela explosão de estrelas jovens, mas estas mini-galáxias mostram a capacidade de manter a ordem e parecem bem reguladas. 

Apesar do seu pequeno tamanho, já estão a crescer rapidamente para se tornarem em galáxias 'adultas' como a galáxia onde vivemos. Os dados deste projeto sobre galáxias pequenas preparam o caminho para estudos maiores de galáxias durante os primeiros milhares de milhões de anos do tempo cósmico.
Fonte: Astronomia OnLine

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